25 de agosto de 2006

Não sei

(Eu, num dia nublado de agosto, no jardim daqui de casa, em Trento)

''Não sei... Se a vida é curta ou longa demais pra nós. Mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, plavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, ohar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura... Enquanto durar.''
**Cora Coralina**

Quase nada...

Cedo da noite ou tarde do dia? São 18:45... Tou de cabeça cheia, barriga cheia, e coração transbordando. Essa música de Zeca Baleiro, não sei por qual motivo, está me perturbando o juízo (Quase nada - Zeca Baleiro). Segue a letra, pontuada por mim:

De você, sei quase nada. Pra onde vai ou porque veio. Nem mesmo sei qual é a parte da tua estrada no meu caminho... Será um atalho? Ou um desvio? Um rio raso? Um passo em falso? Um prato fundo, pra toda fome que há no mundo? Noite alta que revele um passeio pela pele. Dia claro, madrugada. De nós dois não sei mais nada.

De você, sei quase nada. Pra onde vai ou porque veio. Nem mesmo sei qual é a parte da tua estrada no meu caminho... Será um atalho? Ou um desvio? Um rio raso? Um passo em falso? Um prato fundo, pra toda fome que há no mundo? Se tudo passa, como se explica o amor que fica nessa parada? Amor que chega sem dar aviso... Não é preciso saber mais nada.

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Sei de muitas coisas, sinto muitas coisas. Mil informações, mil sentimentos. Talvez estresse por ser tanto de uma vez só. Talvez saiba quase nada. Será isso mais simples do que parece? Amor que chega sem dar aviso? Talvez saiba quase tudo.

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Certas coisas não se explicam, outras sim. Talvez eu tenha comido tiramisu demais, isso explica algumas das borboletas no meu estômago. Talvez as borboletas estejam voando por outros motivos. E as raízes também crescem para dentro, enquanto as borboletas voam. Respiro sozinha. Três mundos, um interior. Minha cabeça viajando de um mundo ao outro. E malas por fazer...

24 de agosto de 2006

20 de agosto de 2006

Coisas à parte, estou feliz!


Balelas à parte. Estou muito feliz. Problemas à parte. Estou muito feliz. Obrigações à parte. Estou muito feliz.

Saudades, sofrimento, perdas, ganhos, alegrias, dificuldades, vitórias... Tudo pode acontecer na vida, quando menos esperamos. Acontece e passa. Soma e diminui. Você mantém aquilo que quer manter: rancor, lamentações, aparência, aprendizados, boas lembranças... Ver o lado bom das coisas. Crescer. Depende de você resolver-se e viver equilibradamente feliz (de novo, as duas bolas de um dos textos postados anteriormente).

Penso que todos os caminhos levam à felicidade se você guarda dentro de si a essência do bem-estar e a vontade de que as coisas dêem certo. E felicidade não é sinônimo de perfeição. Por mais que façamos planos, o que decide o futuro é o presente. Um dia atrás do outro e você vivendo cada momento desse tempo.

Estou soltando pensamentos. Palavras. Significados meus, pensamentos próprios sobre a vida. Fora de ordem, mas com algum sentido. Quem quiser que discorde ou concorde. Livre arbítrio.

Tempo bom. Cabeça no lugar. Jardim bem cuidado. Ninguém faz o outro feliz ou infeliz. Não se é feliz apenas quando se tem algúem ou quando tudo dá certo. Isso é consequência de coisas à parte e do seu bem-estar. Depende de você. Viva bem o presente. Mantenha sua cabeça no lugar. Cuide do seu jardim.

O verão está acabando. Agosto está sendo mesmo a gosto de Deus. Setembro está chegando e eu estou indo. Sentirei saudades, mas a distância tem seu lado bom: o lado de dentro. E eu passei pelo Mediterrâneo, mas não no mar Adriático. O Mont Blanc é bem branquinho e a Riviera Francesa maravilhosa. Um dia eu paro por lá, puxei a cordinha mas o motorista do trem me disse que era só para ver. E só a vista vale à pena. Um dia eu faço mais um monte de coisas que ainda quero fazer. Muito em breve, quero ver o pôr-do-sol na Praia do Jacaré. Tão bonito quanto sobre a ponte de Avignon.

E que bom que posso ver, ouvir, falar, andar, pensar, ... Deus é muito bom, a gente é que complica a vida que ele nos oferece. Estou com uma unha encravada mas, à parte disso, estou feliz!!! Meu sorriso para vocês. Os beijos de Riemer para mim. Bye...