31 de julho de 2006
Eu e o youtube.com, o youtube.com e eu...
Hips don't lie: http://www.youtube.com/watch?v=8gUtHxtkfqQ
Serenata Rap: http://www.youtube.com/watch?v=3j9qJed5lo8
Holiday in Spain: http://www.youtube.com/watch?v=fXMBlOkEqaY
La Camisa Negra: http://www.youtube.com/watch?v=haiazzsY9gQ
Crazy: http://www.youtube.com/watch?v=UDPiIIckeGY
La Tortura: http://www.youtube.com/watch?v=uSneTXCd-3U
Outro jantar e um filme
Mais um jantar das meninas... foi um sábado maravilhoso! Lu, obrigada pelas 24h de companhia. Mariana e Mayra, obrigada por terem vindo mesmo com as dores. Fiquei muito feliz por receber minhas amigas em casa, a família que a gente escolhe, como diz Lu.Enquanto jantávamos, os bielo-russos faziam a festa do lado de fora. A casa amarela estava agitada com um churrasco no interno A onde só se falava russo (com música brega russa) e um jantar dentro do interno B onde só se falava português.
Terminada a comilança, assisti"mos" (Luciana dormiu nos 10 primeiros minutos do filme) um filme chamado Sob o sol da Toscana, maravilhoso!!!! Recomendo. Depois de alguns meses aqui na Itália e apesar de ainda não ter visitado essa região, dá para ver como o filme retrata bem a vida por aqui :)
26 de julho de 2006
"Agosto" de Deus
As pessoas estão empolgadíssimas para as férias de agosto (outras já sumiram do mapa e estão aproveitando desde junho ou julho). São essas férias de agora que equivalem às férias de final do ano no Brasil, nas quais quem pode vai veranear ou migra para algum outro lugar temporariamente.
Vou diminuir meu pique em agosto porque mereço um descanso curto, mas as responsabilidades não podem ser esquecidas. No final do mês tenho que entregar um material importante para os meus orientadores. No final do mês também terei outra semana de estudos pesadas em uma escola de verão que vai acontecer pertinho de Torino, aqui na Itália mesmo. A coisa boa é que consegui uma bolsa e vão bancar minha estadia e inscrição.
Mesmo assim (não tendo todo tempo nem $$), acho que finalmente vou pegar uma cor e respirar um pouco, depois de um ano extremamente corrido (ano passado estava feito uma louca por causa do mestrado).
Por enquanto, agosto está ainda por conta de Deus, e só Ele para me permitir fazer as coisas que sempre fiz e coisas que nunca arrisquei fazer. Talvez eu encare um acampamento... Talvez sim, talvez não. Experimentar o mar Adriático também não é nada mal! Talvez eu ache por lá uma rede amarrada em coqueiros... Se eu não encontrar, não tem problema... é só esperar mais um pouquinho que eu deito numa rede de novo. Meu "verão" será mais longo do que o dos europeus, com certeza!!!
24 de julho de 2006
Saber que tudo tem o seu tempo...
18 de julho de 2006
"Sobre-viver" com duas bolas infláveis... :)
Estou postando novamente esse texto de Stephen Kanitz, que postei há algum tempo no meu antigo blog. Me identifico com essa definição de felicidade. Gosto de ler artigos como esse de vez em quando. Espero que os que ainda não conhecem o artigo, apreciem e reflitam. Tenho gerenciado minhas ambições e competências e é muito bom experimentar o equilíbrio resultante...
Definição de felicidade
Todas as profissões têm suas visões do que é felicidade. Monges budistas definem felicidade como a busca do desapego. Autores de livros de auto-ajuda dizem que é 'estar bem consigo mesmo', 'fazer o que se gosta' ou 'ter coragem de sonhar alto'. Mas a idéia é mais ou menos esta: todos nós temos desejos, ambições e desafios que podem ser definidos como o mundo que você quer abraçar. Ser rico, ser famoso, acabar com a miséria do mundo, casar com um príncipe encantado, jogar futebol e assim por diante. Até aí, tudo bem.
Imagine seus desejos como uma bola inflável e que você está dentro dela. Você sempre poderá ser mais ou menos ambicioso, inflando ou desinflando esta bola enorme que será o seu mundo possível. É o mundo que você ainda não sabe dominar. Agora, imagine uma outra bola inflável dentro do seu mundo possível e, portanto bem menor, que representa a sua base. É o mundo que você já domina, que você maneja de olhos fechados, graças aos seus conhecimentos, sua experiência. Felicidade, então, seria a distância entre estas duas bolas, a bola que você pretende dominar e a bola que você domina. Se a distância entre estas duas bolas for grande, você ficará frustrado, ansioso, mal humorado e estressado. Se a distância for pequena, você ficará tranqüilo, calmo, mas logo entediado e sem espaço para crescer.
Ser feliz é achar a distância certa entre o que se tem e o que se quer ter. Portanto, definia corretamente o tamanho do seu sonho, o tamanho da sua ambição. Esta história de que tudo é possível se você somente almejar alto é pura balela. Todos nós temos limitações e devemos sonhar de acordo com elas. O que não significa que você não possa superar suas limitações, estudando, tendo uma visão de mundo correta. Você tem também, que saber o seu nível de competências, sem arrogâncias e auto-enganos... E, encontrar o ponto de equilíbrio entre estes dois mundos.
Escolha uma distância nem exagerada demais, nem tacanha demais. Se sua ambição não for acompanhada com a devida competência você se frustrará. Este é o erro dos idealistas! À medida que a distância entre seus sonhos e suas competências diminui pelo seu próprio sucesso, surge a frustração e não a felicidade. Quantos gerentes depois de promovidos sofrem da famosa "fossa do bem sucedido" tão conhecida por administradores de recursos humanos? Quantos executivos bem sucedidos são infelizes justamente porque "chegaram lá"? Pessoas pouco ambiciosas que procuram um emprego garantido logo ficam entediadas, estacionadas, frustradas, e não terão a prometida felicidade. Esta definição explica porque a felicidade é tão efêmera. Ela é um processo e não um lugar onde finalmente se faz nada.
Fazer nada no paraíso não traz felicidade. Felicidade é uma desconfortável tensão entre suas ambições e competências. Seja ambicioso dentro dos limites, estude sempre, amplie seus sonhos quando puder, reduza suas ambições quando as circunstâncias exigirem. mantenha sempre uma meta a alcançar em todas as etapas da vida e você será muito feliz.
[[[Artigo de Stephen Kanitz]]]
17 de julho de 2006
Fotos na Bélgica
No aeroporto de Zurich, esperando o vôo para Brussels. Adorei o painel que eles colocaram lá.
Uma pintura no meio da rua. A capital da Bélgica é também a terra das revistas em quadrinhos...
Essas duas foram no meio da rua mesmo... Estavam iniciando as celebrações do dia nacional. Muita batucada no meio da rua e alguns artistas fazendo performances... O elefantinho tentou me agarrar dentro da prefeitura, pode?

Eu e Marta (colombiana) tomando uma cervejinha belga na hora do almoço. Bom demais! Sentirei saudades dela, muuuuuito gente fina!
À esquerda, em Brugge, na sexta-feira depois de acabar a escola de verão. A cidade também é linda, mas muito menos agitada do que Brussels. É conhecida como "a Veneza do norte", porque também tem muitos canais e muitas pontes (mas não chega nem perto da quantidade que há em Veneza).
A outra foto foi no sábado, em Brussels. Estou um caco! Mas a viagem foi muito massa tanto por ter idéias novas para meu doutorado quanto para conhecer mais um país.
"Le temps ne respecte pas ce qui se fait sans lui..."
O título deste post pode ser traduzido como: "o tempo não respeita o que se faz sem ele". Esta frase estava numa plaquinha de madeira, em um dos ambientes da fábrica de cerveja orgânica que visitei em Bruxelas chamada Cantillon.
O provável motivo desses dizeres lá é que a cerveja orgânica é maturada por 3 anos, até que todo açúcar "desapareça". É um processo de maturação completamente natural, sem produtos químicos. A cerveja resultante é um pouco diferente, tem menos espuma e é mais saudável também.Eles maturam as cervejas especiais com vegetais (por exemplo, frutas frescas) dentro dos barris. Cada barril comporta 7.500 litros de cerveja e elas só são produzidas no inverno. Provei 4 tipos diferentes de cerveja dentre os vários que essa pequena fábrica produz. Todos bons.
É lógico que esses dizeres também servem pra outras coisas na vida, neh? Filosofando: se o tempo não respeita o que se faz sem ele, quem faz as coisas sem a medida certa do tempo não obtém bons resultados, quem não espera o tempo fazer a parte dele também não... "o apressado come cru" e "a pressa é a inimiga da perfeição"... ...e a cerveja produzida lá tem teor alcóolico de 5%, é quase nada, e não estou filosofando bêbada... aliás, já estou com saudades das cervejas belgas...
6 de julho de 2006
Se virando viajando...
As duas línguas oficiais em Bruxelas são francês e holandês (dutch). Se Deus ajuda quem cedo madruga, quem vai dormir de madrugada estudando está incluído também... Desta forma, Ele vai me ajudar a encarar a aventura usando o meu francês-de-bêbado, já que não posso falar o meu italiano-macarrônico. O meu holandês-primariamente-primário está longe de ser suficiente para sobreviver! Sendo Bruxelas a sede da União Européia, não é possível que seja difícil falarem inglês (como é complicado em geral para o povo italiano).
Au revoir, mes amis! :)
4 de julho de 2006
Being happy...


The last weeks were boring, full of obligations and work. However, I’m very happy with the results. It’s not easy. God knows what I’m doing here to grow and achieve my goals!
This is my friend for all good and bad "weather", my precious stroopwafel! He is the sunshine which makes me happy when skies are grey... Life is better with a wonderful family, good real friends and a boyfriend like Riemer!
Thanks my family, see you soon… Thanks my love, see you soon… Thanks my friends at Brazil, see you soon… Thanks my friends in Trento, see you on Friday (Luciana, I want to eat co-xin-n-n-nha again)… :)
1 de julho de 2006
Letras para serem ouvidas...
Crazy (Gnarls Barkley)
I remember when, I remember, I remember when I lost my mind
There was something so pleasant about that place.
Even your emotions had an echo
In so much space
And when you're out there
Without care,
Yeah, I was out of touch
But it wasn't because I didn't know enough
I just knew too much
Does that make me crazy
Does that make me crazy
Does that make me crazy
Probably
And I hope that you are having the time of your life
But think twice, that's my only advice
Come on now, who do you, who do you, who do you, who do you
think you are,
Ha ha ha bless your soul
You really think you're in control
Well, I think you're crazy
I think you're crazy
I think you're crazy
Just like me
My heroes had the heart to lose their lives out on a limb
And all I remember is thinking, I want to be like them
Ever since I was little, ever since I was little it looked like fun
And it's no coincidence I've come
And I can die when I'm done
Maybe I'm crazy
Maybe you're crazy
Maybe we're crazy
Probably
15 de junho de 2006
Sobre controle...
13 de junho de 2006
Os sinônimos, a menina, e a praia...
Eita vida boa dessa menina aí na foto... Nem sabia o que vinha pela frente... foi fazendo, fazendo, fazendo... batendo a cabeça, caindo, levantando, pisando na bola, chutando o balde, conquistando, celebrando, curtindo, chorando, agradecendo... estudando, estudando, estudando... tanta coisa passou, trouxe tanto disso comigo... mas a praia nao veio junto!!!Pausa: estou fazendo um curso de processamento de texto e conteúdo. Para os leigos, há várias técnicas da computação para lidar com linguística, mineração de dados, etc... O exemplo de hoje foi sobre alguns operadores que podem ser aplicados a palavras e desta forma associá-las a algum significado. Ex: manga. Uma única palavra, vários significados: a fruta, a parte da roupa, o verbo ("eu mango, tu mangas, ele manga")... Os operadores podem ser para relacionar palavras sinônimas, antônimas, homônimas, etc.
Meu poder associativo me fez lembrar de uma das coisas que mais gostaria de fazer no momento: quero ir para a praia, tomar um banho de mar, comer carangueijo, beber água de côco, jogar frescobol... Mas o que tem a ver a praia e a minha aula de hoje? Bem, estava eu no ônibus número 5, voltando pra casa, um calor de quase 30 graus em Trento. Precisei ir ao centro resolver umas coisas no banco e comprar umas besteiras. Vi zilhões de italianas com os corpithos bronzeados artificialmente... não é normal porque parece que fica uma cor meio de "burro quando foge"... rapidinho se faz, mas que é esquisito é... só no centro da cidade, que eu saiba, tem 2 clínicas de bronzeamento artificial.
Voltando ao ônibus, ao calor e a meu subconsciente: lembrei de praia e lembrei da aula. E por isso fiquei listando "sinônimos virtuais" para praia. Listo algumas dessas associações, de acordo com o contexto em que estou agora:
- praia -> areia
- praia -> cor
- praia -> banho
- praia -> brisa
- praia -> onda
- praia -> peixada
- praia -> cerveja
- praia -> caminhada
- praia -> sono
- praia -> mar
- praia -> encontro
- praia -> sombra
- praia -> serenidade
- praia -> agito
- praia -> biquini
- praia -> caipirinha
- praia -> lazer
- praia -> rede
- praia -> mergulho
- praia -> piscina
- praia -> sal
- praia -> liberdade
- praia -> natureza
- praia -> luar
- praia -> amigos
- praia -> picolé
- praia -> fava
- praia -> sol
- praia -> :)
- praia -> férias
- ... etc ...
Não faço idéia de quando vou... só sei que já fui muito e que ainda quero ir muito mais... E que Deus me permita. E que quem tenha praias maravilhosas por perto, saiba usufruir... Porque o tempo passa... lembro demais desse biquini do popeye. Foi há 20 anos atrás... provavelmente na praia da Penha (ahahhhaha), num domingo, e muito bom. Não tenho mais esse corpinho slim nem idade pra usar biquini de popeye. Também nem tenho mais marca de biquini (mulher-gorgonzola não virou ainda mulher-camarão)... :(
Num surto, cheguei a pensar em ir fazer o bronzeamento artificial (um surto gigante, eu não fiz nem vou fazer). Não tem graça (se bem até que é engraçado ver as "burras fugindo". A graça está nos sinônimos. A graça está no tempo que se gasta na praia com a família e com os amigos. E isso máquina nenhuma pode proporcionar. Nem os algoritmos para computar texto e conteúdo, nem fotos, nem... nem... nem...
6 de junho de 2006
Quem não tem festa de São João, se vira com...

Copa do mundo: Se eu fosse menos cri-cri, ia bater na Alemanha, na cara de pau, sem ingresso... Sexta-feira meus colegas do doutorado vão viajar para Munich para a abertura da copa. $$ que prefiro investir em outras coisas, tempo e estress. Não posso ir porque entupida de coisas pra fazer antes do dia 18. De toda forma, tem um bar brasileiro a 30 min de Trento, numa cidade chamada Bolzano, que vai transmitir todos os jogos e ainda dar festa no final! Alguns bares aqui em Trento também vão transmitir, mas ainda não sei exatamente quais. Fora isso, a gente aprende a visitar os amigos que tem tv+sky, neh? Mesmo que a visita seja virtual. Eu assisti ao jogo amistoso do Brasil domingo passado recebendo as imagens do jogo em tempo real via skype! :P Pensem numa gambiarra massa!
Escola de verão em Web Engineering: De 19 a 30 de junho vou estar "imersa" em cursos básicos e avançados em web engineering aqui em Trento. Esta escola é parte de um projeto de cooperação entre a américa latina e a europa, parte do programa de ajuda européia chamado Alpha. Consegui uma vaga na escola, e estou na "quota" dos europeus ahahhahah. Vêm uma esmagadora maioria de brasileiros, argentinos e paraguaios. Cursos todos os dias, o dia inteiro. Confraternizações e jogos da copa à noite. :P Haja lavoro! Em julho e agosto vou participar de mais 2...
Festival Latino-Americano: Vai ser bom demaiiiiiiiiiiiiiiiis! Como o festival é de 15 de junho a 15 de agosto, vai dar para eu ir para mais de uma apresentação. Já estou começando a me organizar. Milão fica a 3 horas de Trento (trem) e companhia é o que não falta. Já estou "atiçando" os meus amigos estrangeiros para ir conhecer um pouco da cultura brasileira que será apresentada através de música. :) A programação está bem recheada de ritmos que gosto (salsa, samba, axé, forró, etc...).
Passeios na região: Tantos lagos ainda que não fui visitar. O meu biquini novo que ainda não inaugurei e os tubos de protetor solar que estão fechados. Mulher-gorgonzola (branca e cheia de veias verdes aparecendo) precisa se transformar em mulher-camarão (rosinha). Fica a charada: qual é a qualidade que a gorgonzola e o camarão têm em comum? :P Os laguitos que me aguardem! Fora os lagos, as dolomites e mais um monte de lugares...
Feste Vigiliane 2006: A quermesse Trentina, com apresentações folclóricas, históricas, escolha da miss do ano, feiras, missas, procissões, bailes, etc... O nome da festa é esse porque São Virgílio é o padroeiro da cidade. Preciso ir assistir a algumas coisas, para aprender mais sobre a cultura local também, neh? E parece que é festão!
***
Fora tudo isso, Luciana, minha amiga, a festa junina está de pé, certo? Tou salvando o leite-de-côco aqui para fazermos a comida de milho!!!
1 de junho de 2006
Bola na trave não altera o placar...
A convocação: há duas semanas estava sendo planejado o campeonato de futebol dos estudantes do DIT (Departamento de Informática e Telecomunicações). Acontece todo ano: estudantes de doutorado e professores contra os estudantes da graduação. Meus colegas aqui na universidade insistiram para que eu jogasse, mas eu não queria, até que eles botaram o meu nome na lista e todo mundo vinha falar comigo perguntando se eu ia jogar... O detalhe sórdido: acham que todo brasileiro sabe jogar futebol. E eu, "fina igual a papel de enrolar prego", disse que se isso fosse verdade minha vó seria a maior craque, de tanta experiência que teria...
A decisão: chegou o dia e eu ainda estava na dúvida se iria ou não. Afinal, desde que deixei de ser "obrigada" a fazer educação física na ETFPB que não mexia os músculos com frequência. Quem me conhece sabe da preguiça que tenho. Se começo uma academia de ginástica, páro no mês seguinte, depois de faltar metade de cada semana. Cheguei a jogar uma vez no campeonato do DI láaaaa em João Pessoa, mas pelo menos tínhamos um time quase todo de meninas. Dessa vez fomos somente eu e Ana (uma colega mexicana) . Há mais meninas (principalmente bielo-russas), nos diferentes anos do doutorado. Mas todas frescas para jogar. Decidi ir e ver no que ia dar... meu último jogo foi a uns 4 anos atrás, ou mais...
Eu e Olga (que está com uma fratura na clavícula, queria jogar, mas nao podia)
O jogo: dividiram o "campeonato de um dia só" em várias partidas pequenas. Cada partida com times tendo diferente composições. Esperamos algumas partidas e a mexicana resolveu "pinar" (desistir de jogar). Eu e outros amigos conseguimos convencê-la e fizemos um time. Ana, eu, um chinês, um russo, um italiano (no gol) e um ucraniano. Foi muito divertido. Depois de 5 min correndo, eu já estava com uma "dor-de-viado" (como é conhecida na minha terra), morrendo de sede e sem força pra correr. Mas fui guerreira, fiquei até o final e tirei muita onda. Sobrevivi. Na partida que eu joguei, levamos 2 gols. Eu estava jogando de lateral esquerda, e até que não foi tão mal assim... Acho que pelo menos deu pra queimar o macarrão do almoço! :P
O day-after: fui dormir prevendo zilhões de dores musculares hoje. Depois de 2 tombos que levei ontem e da corrida, apenas as coxas doem e estou meio rouca. Ainda bem. Alguns colegas hoje me disseram que joguei bem (para uma menina) e me convidaram para treinar com eles todos os sábados. Não sei se vou. O meu vizinho chinês, que jogou no mesmo time que eu, me chamou para correr com ele todo dia de manhã, às 6. Tá mais "fácil" ainda de eu ir, para não dizer o contrário, pois tenho ido dormir às 2 da madruga muito frequentemente. O problema maior é que o doutorado não me permite. Não antes de eu terminar um bocadinho de coisas. Não posso me acidentar como Olga (que caiu de uma bicicleta em alta velocidade e fraturou a clavícula) e ficar sem digitar direito, dependendo dos outros... agora ela já está melhor, mas ainda não 100%.

Em campo vestindo colete laranja: Ana de calça branca, eu de calça preta e o chinês Rui lá atrás...
O resultado final: em 8 partidas, fizemos 6 gols e os alunos de graduação fizeram 15. Perdemos feio. Mas foi muuuuito divertido. Valeu à pena ter participado. Valeu mesmo. Espero jogar no ano que vem de novo, mas daqui pra lá também espero estar menos sedentária...
29 de maio de 2006
Saber sobre viver em diferentes estações...
Já faz um tempo que venho pensando sobre adaptações... vivendo na pele isso talvez como nunca vivi. Novos amigos, novos ambientes, novos rumos. O tempo passa, e junto disso podemos ver as estações passando, vivendo cada uma delas. Eu nunca tinha prestado atenção nas mudanças de estação lá no nordeste do Brasil. Talvez porque não sejam tão explícitas, talvez porque a hora de parar e olhar para isso seja essa. Ainda não consegui descobrir qual o limite entre o antes e o depois. Se é que há limite. Quando as flores nascem? Quando as folhas morrem? Talvez seja muito mais cedo ou mais tarde do que a gente possa entender. Só sei que cada vez que as estações mudam, temos a necessidade que nos adaptar um pouco. Seja para superar alguns limites (o calor,...), para nos proteger um pouco (do frio...), para apreciar novas cores (as flores e novas paisagens,...), ou até mesmo para aceitar mudanças mais bruscas (quando as folhas caem no outono...). Se faz sentido para a natureza, porque não para a gente também? Comigo "parece" que cada estação correspondeu a um estado de espírito desde que cheguei a Trento. Outono, inverno e primavera. O verão está chegando, estou curiosa. Perdi e ganhei, sofri mas aprendi, me adaptei e aprendi a gostar disso tudo aqui. Volto para Trento no outono... Será que o ciclo se repetirá? Espero que seja um pouquinho diferente, principalmente porque depende muito de mim (de meu equilíbrio e da minha imunidade conquistada). Penso que estou mais preparada que a formiguinha para superar o próximo inverno... talvez porque muitas flores que vejo nesta primavera sejam holandesas, mas estão enfeitando Trento... talvez porque o que a gente planta em uma estação, colhe na outra... Talvez :)
28 de maio de 2006
Rir sozinho é coisa de doido ou de quem sabe sobre viver?
**
Diz o motorista do táxi:- Olha que mulher bonita! Nossa, ela é um avião!
E o passageiro responde gritando: - Feia!
O motorista: - Feia nada! Ela é gostosona pra caramba!
E o passageiro de novo: - Feia!!!!- Que feia o quê!!
Tá louco??? - responde o motorista.
E o passageiro aos berros: - Feia! Feia! Feia!
O motorista, que não estava olhando pra frente, bate em outro carro.
Fica louco da vida e fala pro passageiro:- Pô cara! Tu viu que eu ia bater!!! Por que não me avisou?
E o passageiro: - Aralho!!! Eu ava itando az ua hora: feia feia e ocê não feiô éurdo é???
26 de maio de 2006
Uma macarronada e as brasileiras...
Esta foi uma noite diferente e especial (quinta-feira, 25 de maio). Recebi para um jantar minhas amigas brasileiras, que cozinham para si próprias também e que sabem sobre viver muito bem aqui por Trento. Mariana, Luciana e Maira. Ops, e o macarrão, claro!!!
Da esquerda para direita: Maira (Florianópolis), Christine (minha roommate, EUA), Mariana (Rio de Janeiro), Luciana (Vitória) e eu.
O prato principal da noite foi macarrão (ao molho branco com salsa, salmão defumado, azeitonas pretas e champignon). Macarrão. Macarrão. Macarrão. Em italiano: "pasta". É lógico que este tema voltou à tona nas conversas do jantar. Mariana disse, "disse", que come macarrao uma vez por semana. Eu disse que como uma vez por dia. E Maira emendou dizendo que comia às vezes duas vezes por dia. E a primeira pérola da noite começou a sair (by me, é óbvio): "só não como macarrão de breakfast (café-da-manhã) porque..." Não terminei a frase, a conversa estava tão animada que emendou em outra coisa.
Conversamos sobre vida: homens, italianos, idiomas, educação, comida, teatro, dança, música, comportamento... Menos sobre futebol (mas acho que porque eu tenho enchido a paciência de todos os meu colegas na universidade dizendo que o Brasil vai ganhar a copa e que não tem pra mais ninguém). Só alegria! Só tiração de onda. Um dia sobre vivências. Uma noite que foi do funk de Mc Serginho ao Cordel do Fogo Encantado... O mais legal de tudo é que nota-se que quem sabe sobre viver sabe respeitar as diferentes culturas, preferências e aptidões (entre tantas outras coisas)...
***
Sobre aprendizado: pepino. Finalmente aprendi a comer pepino. Nunca gostei no Brasil e agora estou meio viciada. Hoje ele apareceu na salada de pepino com tomate-cereja e queijo mozzarella, azeite, sal e vinagre, que comemos antes do macarrão. Maravilha. Um dia eu aprendo a comer fígado, quiabo e jenipapo. Um outro dia diminuo a quantidade de açúcar que consumo. Já deixei o refrigerante há dois anos atrás. Alimentação também muda, se a gente aceitar mudar. E é por isso que um dia também pararei de comer macarrão...
***

Maaaaaaaaaas, para aumentar a culpa de quem não precisa se matar para aproveitar os grandes prazeres da vida, a sobremesa: chocolate alpino (direto do Brasil), sorvete e morangos!!!
Não esqueci do vinho: prosecco. Muito bom. Marca registrada dos encontros com Lu e Maira. Coisas boas da Itália. Coisas boas da vida. E a vida continua. E agradeço a Deus por ter colocado no meu caminho essas meninas maravilhosas, que também gostam de pepino, tomate, mozzarella, macarrão, salmão, champignon, azeitonas pretas, prosecco, morangos, chocolate e sorvete.
24 de maio de 2006
O blog e o macarrão italiano...
A primeira pérola a ser escrita nesse blog até poderia ser: "saber sobre viver é conseguir preparar macarrão sozinho, comer sozinho, achar gostoso e lavar a louça depois sem dizer um uizinho sequer". Pensamento idiota, mas cheio de verdades. Cozinhar só para você mesmo às vezes é tedioso e pode parecer dar muito trabalho (cozinhar e limpar) mas, como tudo tem seu lado bom, a gente pode comer tudo sozinho e ainda se auto-elogiar... Cozinhar macarrão é prático, não requer tanto esforço mental e te alimenta. Ja tenho até algumas receitas novas com base no meu tradicionalíssimo molho branco (depois vou postar aqui algumas receitas práticas para uma pessoa só).
A idéia é essa, postar algumas "pérolas" derivadas do processo de desenvolvimento do "saber sobre viver", a partir das minhas vivências e experiências enquanto tento aperfeiçoar meu ser sem perder as origens e buscando muitos fins. Saber sobre viver talvez também seja ter discernimento para pegar as pedras entre a origem e o fim do seu caminho e usá-las para construir pontes, fortalezas, cemitérios e tantas outras coisas que precisamos ter virtualmente na vida e que nos ajudam a lidar com pessoas e situações... eu não sei... ainda estou aprendendo a saber sobre viver.... falta muito, mas sobrevivo com o que sei!



