31 de dezembro de 2006

2007, ja?

o mundo que gira
de cabeca pra cima
de cabeca pra baixo
vai continuar girando...

e eu continuarei no leste
no lado direito do mundo
tropecando e "endireitando"
mudando rumos, plantando

porque parece que o tempo,
o tempo que parece tempo
nao me deixa terminar
mas me permite comecar

sempre girando
sempre no leste
sempre do lado direito
sempre sem tempo 

18 de dezembro de 2006

Internacional 1 x 0 Barcelona

Jogo de futebol. Fui assistir, nao deveria mais fui. Para que peguei o mesmo onibus que Leonardo para ir ao centro? Para que Mariana dormiu ate mais tarde hoje e eu tive que espera-la ficar pronta? Para eu vestir a camisa do Colorado e ajudar o torcedor-fanatico-famoso-gaucho Leonardo Leira, meu novo colega de doutorado... tinha de ser...

(Na foto: Mariana, Leonardo e eu), num bar em Trento, 11 da matina, depois do almoco vendo jogo.

Leo ficou euforico de tanta alegria ao ver o time ganhando. Foi muito divertido, apesar de eu estar com a cabeca nos estudos. Era hora do almoco aqui e eu e Mari aproveitamos para comer por la e salvar tempo. Estamos com a camisa porque ele levou uma sacola com 3 camisas e um sueter do Internacional, sem contar com a que ele estava vestindo... Leo saiu no jornal Zero Hora deste domingo e eu fui a fotografa dele. A foto eh esta no final da reportagem online. Eu fiquei pensando com os meus botoes que o cara eh mesmo fanatico pra ter trazido tanta blusa do time para ca...

Depois do jogo, lavoro. Fui para o "office" de Mariana e para a biblioteca central tambem. Tentacoes nao faltaram: o mercado de Natal principalmente e todas as lojas milagrosamente abertas no centro em pleno domingo. Nem posso gastar $$ nem posso gastar tempo. E se tempo eh $$, a historia fica mais enrolada ainda...

O Natal novamente chegando... o tempo voando.

13 de dezembro de 2006

nojento, tchan!

A comida fedorenta (com mal cheiro) da minha "querida" roommate fede muuuuuuuuuuuuuuito quando esta sendo cozinhada por horas e horas. Alem de aguentar o fedor, ainda tenho que aturar o visual quando abro a geladeira... E ai, encara o rango? (Clique na foto para ampliar)


Um dia perco meu tempo escrevendo as barbaridades dela aqui... Por enquanto, apreciem o visual da deliciosa comida da princesa-da-persia. Detalhes: uma unica mulher consumindo 1 litro de oleo por semana, cozinhando por 4 horas sopas, 3 horas e meia "carnes" e conseguindo fazer o apartamento inteiro feder.

10 de dezembro de 2006

socializando

À esquerda: Mariana (Brasil), Alberto (Itália), Hugo (Colômbia), Ix, Chiara (Itália) e Leonardo (Brasil) . Foi muito legal reunir a galera para um happy-hour tardio na Pedavena, meio sem muito planejamento (há umas 2 semanas atrás, no meio da semana). Nem todos eles se conheciam e esta foi uma oportunidade de tomar cerveja trentina, comer pizza trentina e conversar bobagens...

À direita: Mariana, Maíra e Ix. Almoço aqui em casa, na base do improviso também (planejado pouco antes do meio-dia, ainda para comprar e preparar comida). Sábado, um dia ótimo. Muito bom rever Maíra. As fofocas foram postas em dia depois de muito tempo sem nos vermos. Riemer nos apelidou de "as três mosqueteiras". Faltou Luciana, que está na Holanda. Mas muito em breve teremos outra reunião de três das componentes do quarteto-fantástico. :)

26 de novembro de 2006

???...

Da qui a là, Dio sa quel che sarà.

24 de novembro de 2006

11 de novembro de 2006

colorindo a vida, que descolorirá...

Estou pintando um novo quadro, enquanto outros descolorem, e eu não sei qual será o resultado final! Não pinto sozinha, pois deixei um grande parceiro me ajudar. Através de outras pessoas Ele joga tinta onde acha que deve e dá as suas pinceladas... Confio no talento Dele. Espero que as minhas decisões nesse trabalho conjunto sejam abençoadas. Espero conseguir entender cada pedacinho da Sua participação no meu quadro. Acho que essa conversa entra um pouco no âmbito do "faça a sua parte". Existe um acordo: neu eu nem Ele podemos pincelar sozinho um novo quadro para minha vida. A cada pincelada (minha ou Dele), uma nova imagem pode ser vista no quadro. Por mais que eu projete pincelar num canto, Ele pode mudar completamente o quadro sem que eu sequer consiga entender o resultado parcial... (Eita filosofia enrolada essa minha hoje... Estou sem poder de expressividade nas palavras... tenho me expressado mais com os pincéis que tenho!) Mas a vida é assim também. Quem sabe do futuro? Só sei que preciso manter o acordo, fazer a minha parte e confiar que quando eu olhar para o quadro terminado, ele será um reflexo do que fiz e do que imaginei, dos meus projetos e dos projetos Dele enquanto o pintamos... Um outro dia novos quadros serão iniciados, e outros se descolorirão! Fases da vida. Estou ansiosa para ver o resultado final...

Aquarela (Toquinho)

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul
Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando,
É tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
E se a gente quiser ele vai pousar
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida,
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar

Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá...

6 de novembro de 2006

Meu sangue latino (latindo!)...

Sangue Latino! Alma Cativa!!!



Jurei mentiras e sigo sozinho, assumo os pecados
Os ventos do norte não movem moinhos
E o que me resta é só um gemido

Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos,
Meu sangue latino, minha alma cativa

Rompi tratados, traí os ritos
Quebrei a lança, lancei no espaço
Um grito, um desabafo
E o que me importa é não estar vencido

Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos,
Meu sangue latino, minha alma catiiiiiiiiiiiiiva!

3 de novembro de 2006

lata reta

a força que nunca seca
(chico césar e vanessa da mata)


já se pode ver ao longe
a senhora com a lata na cabeça
equilibrando a lata vesga
mais do que o corpo dita
que faz o equilíbrio cego

a lata não mostra
o corpo que entorta
pra lata ficar reta

pra cada braço uma força
de força não geme uma nota

a lata só cerca, não leva
a água na estrada morta

e a força que nunca seca
pra água que é tão pouca

1 de novembro de 2006

Lua de Cristal

Ando nostálgica. Me peguei cantando a música Lua de Cristal, milhões de vezes cantada no programa da Xuxa. Me surpreendi a notar que lembrava da letra inteira!!! Aí vai o link para um vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Z1INj1ceZAg. Saudades de muita coisa, mas estou olhando pro futuro com muito otimismo e confiança em Deus. Enquanto isso Mariana está na pele de Cinderela...

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Lua de Cristal
(Michael Sullivan)

Tudo pode ser...
Se quiser será...
O sonho sempre vem,
Pra quem sonhar...

Tudo pode ser...
Só basta acreditar...
Tudo que tiver que ser, será...

Tudo que eu fizer...
Eu vou tentar melhor do que já fiz.
Esteja o meu destino, onde estiver...
Eu vou buscar a sorte e ser feliz.

Tudo que eu quiser, o Cara lá de cima vai me dar...
Me dar toda coragem que puder...
E não me faltem forças pra lutar...

Vamos com você, nós somos invencíveis...Pode crer...
Todos somos um e juntos não existe mal nenhum...
Vamos com você, nós somos invencíveis...Pode crer...
O sonho esta no ar... O amor me faz cantar...

Lua de cristal, que me faz sonhar...
Faz de mim estrela que eu já sei brilhar...
Lua de cristal, nova de paixão...
Faz da minha vida, cheia de emoção...

29 de outubro de 2006

Itália

Faz um ano que estou aqui. Um ano que deixei muitas coisas para abraçar outras. Um ano que este país me recebeu e me mostrou novos desafios, novos hábitos, novas amizades, novas maravilhas. Por aqui eu também passei por poucas e boas: situações de estresse, alegria, diversão e tantos outros sentimentos.

Não deixei de ser feliz por deixar minha pátria amada, nem passei a ser feliz somente aqui. No meio de tudo isso, a maior lição: a nossa felicidade está dentro de cada um de nós. A Itália é um país espetacular. Mas países são como pessoas, não dá para ficar comparando quem é melhor por isso ou por aquilo. Cada um com seus defeitos e suas virtudes.

Tentarei escrever durante o mês alguns fatos ocorridos desde que cheguei. A princípio, estou postando alguns trechos dos primeiros emails que escrevi ao chegar nas terras macarrônicas.

"O vôo para Lisboa foi lotado. Não gostei muito porque, além do atraso (uns 40 min ou mais), o piloto parecia um motorista de kombi que tirou a carteira na Paraíba... na hora da aterrissagem do avião, foi perdendo altitude bruscamente, ao invés de ter começado a descer mais lentamente. Resultado: vomitei duas vezes quando o avião estava perdendo altitude (chegamos aos mais de 11.000 km de altitude). Mesmo assim, o vôo foi engraçadíssimo. Sentei ao lado de um espanhol de Barcelona que mora em João Pessoa há um mês e estava levando em sua bagagem de mão simplesmente o seguinte: jaca, graviola, cajá, cajú, etc!"

"Acordei às 10:30h, muito renovada, ainda bem. Hugo e Alicia haviam convidado os brasileiros com quem temos contato para almoçar (chamam-se Luiz e Luciana). Eles estão me tratando muito bem e são muito engraçados. Almoçamos lasanha, um bolinho de arroz com carne moída e funghi dentro, torta de chocolate, strudel (não sei como se escreve, mas é uma torta de maçã de origem alemã), e um doce de abóbora com um negócio mexicano que também não sei o nome. Almoçamos com vinho, mas Alicia serviu tequila em seguida, dizendo que era bom para digestão e também tomei café. Foi muito divertido mesmo. A mãe e a filha de Alicia também são muito simpáticas. A mãe é mais calada, só fala mesmo espanhol. A filha está craque no italiano e é super ativa, expressiva e carinhosa."

"Praticamente passei o dia fazendo limpeza no apartamento da residencia universitaria. Está podre de sujo. Eram homens que moravam lá antes, e não eram muito adeptos à faxinas... "

"Quando cheguei no apartamento respirei fundo e fui começar a limpeza. Limpei a geladeira que estava nojenta e depois fui dar uma geral no quarto... "

"Tem um supermercado pequeno perto do alojamento, mas o horário de funcionamento (como tudo em Trento) é muito particular. Abre das 9 às 12 e depois das 16 às 19. Só arrumo lugares geograficamente diferentes para morar: várzea, montanhas, etc..."

"Voltei andando por algumas praças, e foi bem legal! Em uma delas havia um grupo de turistas com um guia, em outra praça, tinha um cara tocando violino, em outra, um tocando “Oh Suzana, não chores por mim” com um acordeon... achei muito bonito ouvir a música no meio da rua. Como as ruas são estreitas, você não sabe de onde o som está vindo realmente... e isso torna o passeio legal. Depois, almocei pela rua mesmo. Voltei saltitante para casa de Alicia. Acho que estava tão aliviada que nem senti que voltei o caminho inteiro andando, do centro para casa dela: 30 min aproximadamente. Por sinal, fazia tempo que eu não andava tanto... "

"Almocei no restaurante da universidade, a comida é mais barata para os estudantes que tem uma carteirinha específica (que eu já tenho). Um almoço completo sai por 4 euros (exceto suco, vc pode beber água se quiser). A divisão deles é totalmente diferente da nossa, mesmo no restaurante universitário. Nada de pratos de pedreiro, onde misturamos tudo e está ótimo!!! Existe toda uma seqüência fresca para comer.... "

27 de outubro de 2006

O que se aprende...

Depois de algum tempo você percebe a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.


Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.


E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.


Depois de um tempo, você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...


E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.


Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.


Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.


Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.


Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.


Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.


Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.


Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.


Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.


Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.


Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.


Descobre que só porque alguém não te ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.


Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.


Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.


Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito maislonge depois de pensar que não se pode mais.


(Desconheço o autor e título, mas adorei receber esta mensagem!)

25 de outubro de 2006

Vocês

Lu e Maíra, sinto muito a falta de vocês!!!

24 de outubro de 2006

As folhas do outono

Regeneração. Folhas mudando de cor, caindo e se decompondo. Assim tantas coisas na vida acontecem. No outono, talvez o início de um processo de regeneração. Mas árvores não morrem por que perdem folhas ou porque algumas não são frutíferas durante o outono. Até que passe o inverno a gente ainda não pode ver muitas vezes o que vem pela frente, parte do que é vivo parece morto. Mas o vivo está só se regenerando. Porque é natural. Porque é necessário. E a gente às vezes acha que porque perde uma folhinha perdeu a vida, ao invés de manter os galhos fortes para que outras venham no tempo certo...

15 de outubro de 2006

Sempre

Até que esse mundo de Deus chegue ao fim.
Todos os dias o sol vai nascer e se pôr.
Sempre vai se pôr e nascer de novo.
E há vida.
Antes e depois do sol nascer.
Antes e depois do sol se pôr.
Durante também.
Sempre.

5 de setembro de 2006

Fé

Entrei no duomo (a catedral) hoje, como quase sempre faço quando vou ao centro. Entro, faço o sinal da cruz com água benta e rezo um pouco. Peço a Deus que reforce a minha fé e perdoe os meus pecados. Agradeci e pedi a Deus que abençoe meu caminho e mande seus anjos pra me conduzir e proteger. Quando dou meia volta para sair, entram um homem jovem e suas duas filhas (aparentando 8 e 4 anos). O pai inicia o "Nel nome del Padre e del Figlio e dello Spirito Santo" e as meninas repetem o sinal e os dizeres. A pequena me chamou atenção por estar tão compenetrada iniciando sua oração, olhando de longe para o altar. Fiquei pensando na sua atitude por um tempo. Pareceu ter mais fé do que eu tenho muitas vezes, entender muito mais do que entendo sobre fé, conversar muito mais profundamente com Deus e visitar muito mais a igreja. Eu não acredito em coincidências. Não acho que presenciei aquela criança rezando por acaso... Deus sabe das nossas necessidades e se pequenas atitudes fazem alguma diferença, esta fez. Estou revendo minha fé.

3 de setembro de 2006

Youtube de novo!!!

Minha amiga indonésia me indicou esse comediante indiano que é cidadão canadense, chamado Russel Peters: http://www.youtube.com/watch?v=xRFwyw9GvvY. É muito engraçado. Muito, muito, muito. Piadas inteligentes sobre indianos, italianos e chineses. O cara imita o sotaque deles falando inglês e conta histórias que eu pude "presenciar" vivendo aqui cercada pelas culturas. Vale à pena.

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Essa é outra música legal: http://www.youtube.com/watch?v=y_4QV5-HjCU

I Belong To You (Eros Ramazzotti And Anastacia)

Adesso no, non voglio più difendermi
Supererò dentro di me gli ostacoli
I miei momenti più difficili
Per te


There is no reason, there is no rhyme
It's crystal clear
I hear your voice
And all the darkness disappears

Everytime I look into your eyes
You make me love you
Questo inverno finirà
And I do truly love you
Fuori e dentro me

How you make me love you
Con le sue diffcoltà
And I do truly love you
I belong to you, you belong to me
Forever

Want you
Baby I want you
And I thought that you should know
That I believe
And your the wind that's underneath my wings
I belong to you, you belong to me

Ho camminato su pensieri ripidi
You're my fantasy
Per solitudini e deserti aridi
You're my gentle breeze
Al ritmo della tua passione ora io vivrò
And I'll never let you go
L'amore attraverserò
You're the piece that makes me whole
Le onde dei suoi attimi
I can feel you in my soul
Profondi come oceani

Vincerò per te le paure che io sento
Quanto brucciano dentro le parole che non ho più
detto, sai...

Oh..
Want you
Baby I want u
And I thought that you should know
That I believe

Lampi nel silenzio siamo noi yeah
I belong to you, you belong to me
You're the wind that's underneath my wings
I belong to you, you belong to me

Yeah hey yeah he
Adesso io ti sento
I will belong forever, to you

25 de agosto de 2006

Não sei

(Eu, num dia nublado de agosto, no jardim daqui de casa, em Trento)

''Não sei... Se a vida é curta ou longa demais pra nós. Mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, plavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, ohar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura... Enquanto durar.''
**Cora Coralina**

Quase nada...

Cedo da noite ou tarde do dia? São 18:45... Tou de cabeça cheia, barriga cheia, e coração transbordando. Essa música de Zeca Baleiro, não sei por qual motivo, está me perturbando o juízo (Quase nada - Zeca Baleiro). Segue a letra, pontuada por mim:

De você, sei quase nada. Pra onde vai ou porque veio. Nem mesmo sei qual é a parte da tua estrada no meu caminho... Será um atalho? Ou um desvio? Um rio raso? Um passo em falso? Um prato fundo, pra toda fome que há no mundo? Noite alta que revele um passeio pela pele. Dia claro, madrugada. De nós dois não sei mais nada.

De você, sei quase nada. Pra onde vai ou porque veio. Nem mesmo sei qual é a parte da tua estrada no meu caminho... Será um atalho? Ou um desvio? Um rio raso? Um passo em falso? Um prato fundo, pra toda fome que há no mundo? Se tudo passa, como se explica o amor que fica nessa parada? Amor que chega sem dar aviso... Não é preciso saber mais nada.

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Sei de muitas coisas, sinto muitas coisas. Mil informações, mil sentimentos. Talvez estresse por ser tanto de uma vez só. Talvez saiba quase nada. Será isso mais simples do que parece? Amor que chega sem dar aviso? Talvez saiba quase tudo.

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Certas coisas não se explicam, outras sim. Talvez eu tenha comido tiramisu demais, isso explica algumas das borboletas no meu estômago. Talvez as borboletas estejam voando por outros motivos. E as raízes também crescem para dentro, enquanto as borboletas voam. Respiro sozinha. Três mundos, um interior. Minha cabeça viajando de um mundo ao outro. E malas por fazer...

24 de agosto de 2006